Sei que já estamos nos encaminhando para o último terço do ano, mas acho que em um blog como este, que se pretende "literário" (sob muitas aspas), é interessante existir algum planejamento desse tipo. Qualquer pessoa que porventura venha a navegar por estas páginas facilmente perceberá que organização não é o meu forte, ainda que eu sempre a almeje. Por isso, um tanto vergonhosamente, posto finalmente hoje, em fins de agosto (!), a minha listagem de planejamento de leituras para 2023.
Estou dando uma "trapaceada" na lista, por assim dizer, pois incluí nela três títulos que já li esse ano e sobre os quais pretendo comentar aqui no blog. Conseguirei ler todos os outros em apenas quatro meses? Provavelmente não. Mas ao menos essa lista de intenções fica registrada aqui e os que eu não conseguir ler entram na minha lista dos "livros não lidos de anos anteriores mas que ainda pretendo ler". É que sempre fujo de alguma forma do planejado para o ano, pois surgem outros livros no meio do caminho e alguns livros da lista anual acabam não sendo lidos, juntando-se aos que também não foram lidos dos anos anteriores - o que, como dá para perceber, é algo interminável.
Adicionei à lista de 2023 apenas livros de ficção. Dessa vez, nenhum dos livros é de poesia, pois, a bem da verdade, eu leio bem menos poesia do que prosa. Livros de outros gêneros não literários, como obras sobre história, música, cinema, biografias etc., não entraram aqui. Penso que essa lista também não está tão diversa, como seria desejável: há mais autores homens que mulheres e a maior parte dos selecionados são europeus. Por outro lado, tentei incluir obras mais recentes - o que costuma ser uma dificuldade para mim -, como as de Echenoz e Reid.
Enfim, eis a lista.
Doze livros para ler em 2023:
1. O quarto azul, de Georges Simenon;
2. Você gosta de Brahms..., de Françoise Sagan;
3. 14, de Jean Echenoz;
4. O perfume, de Patrick Süskind;
5. Ardil-22, de Joseph Heller;
6. Dublinenses, de James Joyce;
7. Coração das trevas, de Joseph Conrad;
8. A zona de interesse, de Martin Amis;
9. A distância entre nós, de Thirty Umrigar;
10. O processo, de Franz Kafka;
11. O cerco, de Alejo Carpentier;
12. Daisy Jones & The Six: uma história de amor e música, de Taylor Jenkins Reid.
Sendo otimista, espero consegui ler boa parte dos livros da lista nos meses seguintes, sem procrastinar e não desviar tanto da rota. Veremos.
Por fim, desejo boas leituras também para os poucos leitores deste blog!
