Mostrando postagens com marcador Leituras de 2025. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Leituras de 2025. Mostrar todas as postagens

sábado, 15 de fevereiro de 2025

Notas de leitura #4: Clube de leitura dos corações solitários, de Lucy Gilmore

Capa da edição brasileira do romance Clube de Leitura dos Corações Solitários, de Lucy Gilmore.

A pessoa aficionada por música pop tenta achar referências e citações musicais em tudo. Quando o título Clube de Leitura dos Corações Solitários (no original, The Lonely Hearts Book Club) me apareceu como sugestão de leitura na BibliON, o meu primeiro pensamento foi, é claro: "Será que esse livro contém alguma referência aos Beatles?". Obviamente, associei o título do romance da norte-americana Lucy Gilmore ao icônico álbum da banda britânica, Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band

Embora não exista nenhuma linha sobre a banda de Liverpool no romance de Gilmore - o que, é claro, foi uma expectativa louca da minha parte -, publicado em 2023 e editado no Brasil no ano seguinte pela Buzz, não posso dizer que sua leitura não tenha sido proveitosa. Ao contrário, Clube de Leitura dos Corações Solitários é um daqueles livros que nos traz conforto e sensação de bem-estar ao terminar de lê-lo. O obra, traduzida por Lígia Azevedo, contém uma mensagem positiva sobre a importância da amizade e da literatura em nossas vidas. Apesar de alguns clichês, o texto não soa excessivamente piegas.   

A narrativa tem como eixo central a relação entre a bibliotecária Sloane Parker e Arthur McLachlan, um professor de literatura aposentado frequentador da biblioteca pública onde ela trabalha, em uma pequena cidade de Idaho. Sendo um homem ranzinza e temperamental, Arthur é o terror dos funcionários da biblioteca, que sempre sofrem com suas ofensas. Até o dia em que Sloane o atende e se mostra uma adversária à altura dos ataques de Arthur, sempre com uma resposta na ponta da língua e usando de senso de humor para propositalmente contrariá-lo. Os dois ficam por semanas nesse jogo de gato e rato e, sem se darem muito conta disso, vão desenvolvendo uma estranha amizade. 

A partir de então, Arthur aparecia na biblioteca todo dia no mesmo horário: às dez e meia, exatamente meia hora depois que eu entrava. A precisão não me passou despercebida - nem a Mateo, que sempre fugia assim que via sinal do agente de sua ruína.

- Falei com a sua chefe - Arthur disse ao passar por mim, batendo os pés e a bengala de maneira marcada no carpete azul. - Avisei que, se você tentar criar um clube do livro, vou escrever uma carta à prefeitura e fechar este lugar. Sou capaz disso, fique sabendo.

- Minha nossa, sr. Mclachlan - declarei, ignorando a pilha de papéis que vinha separando para reciclagem e abrindo um sorriso fofo para ele. - Vai impedir o público de ter acesso a livros? O que vem depois? Fechar ONGS que doam alimentos? Proibir arco-íris de surgirem no céu?

- Argh!

Ao fim de dois meses, Arthur Mclachlan perdera todo o seu poder sobre mim. Quando Mateo o via chegando, ainda corria - ou, neste caso em especial, agachava-se atrás de mim - para se esconder, mas eu não. Eu era mais durona... e, o mais importante, tinha passado a gostar daquele senhor.

(GILMORE, 2024).  

Entretanto, após dizer umas duras verdades a Sloane em uma de suas visitas, Arthur deixa de aparecer na biblioteca. Embora tenha ficado chateada com as palavras de seu beligerante amigo, a jovem, preocupada com a saúde dele, decide pesquisar seu endereço no cadastro da biblioteca e visitá-lo. Ao descobrir o que Sloane fez, sua chefe a dispensa, pois acessar informação pessoal dos usuários contraria as normas do serviço. 

A demissão é um baque para Sloane, que realmente gostava do trabalho na biblioteca. Contudo, ela não se arrepende de sua atitude, já que, ao procurar Arthur, descobre que o idoso estava bastante adoentado e, sendo um homem solitário, precisando de ajuda. Sloane, que, até então, tinha uma vida sem muito entusiasmo, um noivado sem nenhuma paixão e um relacionamento ruim com os pais, encontra em Arthur um amigo que lhe permite viver com intensidade e ser ela mesma. Ainda que precise de uma pessoa para lhe auxiliar com sua saúde, Arthur não aceita contratar Sloane, agora desempregada, como sua cuidadora, mas sim como bibliotecária, para catalogar e organizar seus muitos livros espalhados pela casa. 

O noivo de Sloane, Brett Marcowitz, um homem metódico e controlador, obviamente, não concorda com esse arranjo. Embora não impeça a noiva de estar com Arthur, Brett não vê a hora de se casar e levar Sloane para Boston, do outro lado do país. Não que seja uma pessoa exatamente ruim, mas é extremamente incômodo que Brett não dê espaço e voz para Sloane em seu relacionamento, sob a desculpa de que estaria fazendo o melhor para ela. Já com a data do casamento se aproximando e com Brett e sua família decidindo tudo por ela, Sloane se vê incapaz de reagir àquela situação e deixar o noivo, que tem consciência de não amar. Além disso, pelo menos para mim, é difícil ter simpatia por um quiropraxista que gosta de ser chamado de doutor, orgulha-se de ter um Tesla e que tem uma família insuportável, a qual perceptivelmente se desfaz de Sloane por ela ser bibliotecária. 

Enquanto cuida de Arthur (ou melhor, de seus livros), Sloane tem a ideia de fazer algo que nunca conseguiu levar adiante enquanto estava na biblioteca: um clube de leitura. Aos poucos, outros personagens se juntam a eles nessa empreitada, para aparente desespero de Arthur - Maisey, a vizinha da frente que tem um péssimo relacionamento com a filha adolescente; Greg, o neto de Arthur, que inicialmente tem dificuldade em se reaproximar do avô; Mateo, que trabalhava com Sloane na biblioteca; e Nigel, um antigo amigo (e depois desafeto) de Arthur.  A casa do professor de literatura, antes vazia e melancólica, ganha movimento novamente e o coração do idoso vai, aos poucos, tornando-se menos endurecido.

Durante os encontros para debater os livros, os personagens vão descobrindo que as obras escolhidas para o clube -  Os Vestígios do Dia, O Clube da Felicidade e da Sorte e Anne de Green Gables - possuem muitos paralelos com suas vivências pessoais. Todos têm dificuldades em se relacionar com familiares, companheiros e amigos e em lidar com perdas, muitas vezes irreparáveis - como Sloane, que ainda criança perdeu a irmã; Greg, que há poucos meses perdeu a mãe; e Arthur, que perdeu a esposa e a filha. O papel da figura materna também é algo muito presente na narrativa, seja pela ausência das mães ou por sua superproteção, especialmente quando se consideram os relacionamentos entre Maisey e Bella, entre Mateo e Althea e entre Greg e Hannah. 

Do ponto de vista literário, eu diria que o texto de Lucy Gilmore é um tanto simplório em relação ao uso da linguagem, já que não se vale de muitos recursos expressivos e não deixa as coisas nas entrelinhas ou muito abertas a interpretações. É tudo bem direto, sem muita margem para deixar o leitor com dúvidas ou surpreendê-lo. É o tipo de livro no qual, em muitos momentos, você já sabe o que acontecerá nas páginas seguintes. Mas acho que isso ocorre com muitas obras da chamada YA (Young Adults, romances para "jovens adultos"), que, creio, é a categoria na qual Clube de Leitura dos Corações Solitários se enquadra. Contudo, o romance vai melhorando com o passar dos capítulos, à medida em que os personagens ganham um pouco mais de profundidade. Considero que a proposta de vários personagens narrando, que seria uma boa oportunidade para experimentar em termos linguísticos e formais, é subaproveitada por Gilmore, pois não se nota muita diferença entre os discursos dos diferentes narradores - a parte de Arthur, sem dúvida, é a melhor. 

Por fim, cabe destacar que o "trabalho da citação", para lembrar de Antoine Compagnon, que os agora amigos do clube do livro empreendem em conjunto na parte final da narrativa é tocante. Clube de Leitura dos Corações Solitários é um romance delicado, mas felizmente não muito água com açúcar, especialmente graças ao temperamento do Sr. McLachlan. 

A edição imprensa brasileira traz como brinde uma cartela de adesivos. Para quem tiver interesse, o livro também está disponível na BibliOn, a Biblioteca Digital Gratuita do Estado de São Paulo. 


Referência:

GILMORE, Lucy. Clube de Leitura dos Corações Solitários. Tradução de Lígia Azevedo. 1. ed. São Paulo: Buzz Editora, 2024, 358 p. 

Preço médio: R$ 45,00 a R$ 60,00.


sábado, 25 de janeiro de 2025

Notas de leitura #3: O círculo dos Mahé, de Georges Simenon

Capa da edição brasileira do romance O círculo dos Mahé, de Georges Simenon.


O belga Georges Simenon se notabilizou como um dos mais prolíficos e populares escritores do século XX, em grande medida, devido ao sucesso de seus romances policiais, muitos deles protagonizados pelo Comissário Maigret, seu personagem mais famoso. Entretanto, uma faceta menos conhecida, mas, a meu ver, mais interessante do autor é aquela que Simenon revela nos seus chamados "romances duros" (romans durs).

Nesses romances, que geralmente não são tramas policiais - ainda que O quarto azul, por exemplo, possa ser considerado também policial -, Simenon desenvolve narrativas mais realistas e psicológicas. Não são romances duros no sentido de serem obras difíceis de ler. Ao contrário, o escritor tem um estilo de escrita muito claro e direto. São obras nas quais Simenon se dedica a compor narrativas livres das convenções do romance policial. Eu diria também que são duros por serem narrativas que revelam uma atmosfera social sufocante e melancólica. Quase sempre as histórias se desenrolam em cidades pequenas, com famílias de classe média. Seus protagonistas tendem a ser pessoas angustiadas, submetidas a rotinas monótonas, mas que, em dado momento, confrontam-se com situações que os farão enxergar de forma diferente aspectos de suas existências. Assim, eles experimentam um grande conflito interno, pois quase sempre o que desejam contrasta com a vida que efetivamente levam. 

O círculo dos Mahé (Le Cercle des Mahé, publicado originalmente em 1946), sobre o qual falo aqui, é um desses romances. Desconfio que seja dos mais obscuros de Simenon, já que as traduções para o inglês e o português são relativamente recentes. Na narrativa, François Mahé é um médico de 32 anos, que leva uma vida pacata e entediante. Tem um casamento sem nenhuma paixão com Hélène e dois filhos pequenos. Sua mãe, na casa de quem ainda mora, é extremamente controladora, tendo escolhido sua esposa e também imposto a François seguir a prestigiosa carreira de médico. A pequena cidade onde vive, Saint-Hilaire, é cheia de pessoas aparentadas - o que se nota nas fachadas das lojas, em muitas das quais o sobrenome Mahé figura -, e circulam muitas histórias sobre seus familiares, como seu pai, que François perdeu quando ainda era bem pequeno. O médico se sente preso nesse círculo, sempre obrigado a fazer o que esperam que ele faça - daí o título da obra. 

Contudo, as coisas começam a mudar quando os Mahé viajam de férias para a ilha de Porquerolles, no Mediterrâneo. Um dia, enquanto está pescando, François é chamado para atender a uma enferma, já que o médico local estava fora. Ao chegar na moradia, um galpão do exército ocupado pela família, a mulher, mãe de três crianças, já havia falecido. A filha mais velha, Elizabeth, que traja um vestido vermelho, chama a atenção do médico naquele ambiente extremamente pobre e sujo. O negligente marido da falecida e pai das crianças, Frans Klamm, um ex-legionário visto com desconfiança pelos locais, está também longe da ilha, gastando seu pouco dinheiro em bebedeiras, e precisa ser encontrado para cuidar do sepultamento. 

A partir daí, François desenvolve uma fixação pela figura da garota em seu vestido vermelho. Ele não chega a abordá-la e nem conversar com ela, mas gosta de observá-la, saber de Elizabeth. E, nos anos que se seguem, sempre arranja um pretexto para retornar à localidade e ver a garota. Não é exatamente uma paixão ou desejo sexual pela jovem, mas um sentimento platônico e um fascínio por sua imagem, que representa algo diferente da vida cinzenta que o médico leva em casa. A ilha também o atrai: tudo é desafiador e mais desordenado em Porquerolles, o calor é intenso e nauseante e até os peixes são mais difíceis de serem fisgados, diferentemente da apatia de seu casarão em Saint-Hilaire, com seu jardim gradeado. 

Elizabeth, que continua a usar o seu (talvez único) vestido vermelho, passa a cuidar dos irmãos menores e da casa com grande zelo, o que faz com que os ilhéus admirem a determinação da jovem. No terceiro ano que retornam a Porquerolles, os Mahé levam um sobrinho de Hélène, Alfred, rapaz de 19 anos prestes a ir para a universidade. É então que se dá o ponto mais crítico, do ponto de vista ético, da narrativa: François persuade o rapaz a se envolver com Elizabeth. O médico ouve, com um misto de interesse e raiva, os relatos de Alfred sobre suas investidas. Até que, em uma de suas visitas, Alfred faz sexo com Elizabeth - ao que tudo indica, uma relação forçada. François, de início, chega a sentir certo prazer ao saber da violação da jovem, pois acredita que sua "desonra" seria uma forma de macular a imagem que tem da moça e, assim, dar fim ao sentimento que nutre por ela. Porém, a consciência desse ato - que, afinal, foi por ele próprio orquestrado - só o consome ainda mais. 

"Uma obsessão", diz Balzac, citado por Alberto Manguel, "é um prazer que atingiu a condição de ideia". E é isso o que Elizabeth representa para François. 

Não estava sequer apaixonado. Se estivesse, o problema sem dúvida teria sido muito mais simples. 

Era uma obsessão, eis a palavra. E aquilo tinha começado desde o primeiro dia, porém débil, insidiosamente, como as doenças incuráveis que só constatamos quando já é tarde para tratá-las. 

(...)

Era tudo isso e muitas outras coisas mais, era a negação de sua vida, de tudo que tinha sido sua vida, da casa cinzenta, quadrada e severa como um jogo de construção, com buxos esculpidos por seu antecessor maníaco e um portão de ferro escuro, um homem gordo de trinta e cinco anos - pois agora ele tinha trinta e cinco anos - brincando de fazer roncar sua motocicleta ao longo dos caminhos, brincando de pescar, caçar perdizes ou coelhos, a negação de Saint-Hilaire e de duas mulheres costurando para ele o dia inteiro e avisando quando devia mudar de cueca. 

(SIMENON, 2018).

 

A doença e a morte da mãe - que provavelmente era quem realmente prendia François em Saint-Hilaire - abalam o médico e ele vai se tornando uma figura cada vez mais alheia à família. François passa a beber frequentemente e só se sente melhor quando está na pequena ilha do Mediterrâneo, onde já é uma figura conhecida e estimada pelos locais. Elizabeth, que viria a se mudar com os irmãos para outra localidade e se tornaria uma costureira de boa reputação, continua a ser uma aspiração inalcançável para François. Sua crescente angústia e a sensação de se ver sem saída o levarão a tomar uma atitude que, finalmente, o fará se sentir livre. 

Cabe destacar, ainda, como a pesca é um elemento importante ao longo de todo o romance: de maneira cíclica, a narrativa inicia e se encerra com cenas de pescaria. É significativo também que Hélène não goste de entrar no mar e nem de peixes de água salgada, assim como a mãe de François deixe de comer peixe, o que indica como as ações dessas mulheres se distanciam do que ele almeja. A corvina é o peixe que François, desde o início, tenta fisgar, mas demorará anos até que ele, enfim, consiga pegar uma; já o congro, o peixe comprido e bravo que se esconde em um buraco, talvez represente a própria ilha de Porquerolles, hostil e estranha. 

Se comparado a outros livros de Georges Simenon, O círculo dos Mahé tem um ritmo mais lento e segue uma estrutura narrativa mais linear. O livro, contudo, ganha muita densidade no desenvolvimento de François Mahé, ao mergulhar em sua atormentada mente, revelando seus sentimentos, frustrações e sonhos. 

Para quem tiver interesse, o romance está disponível na BibliOn, a Biblioteca Digital Gratuita do Estado de São Paulo. 


Referência: 

SIMENON, Georges. O círculo dos Mahé. Tradução de André Telles. São Paulo: Cia. das Letras, 2018. 


sábado, 18 de janeiro de 2025

12 livros para ler em 2025

Os doze livros de ficção que pretendo ler em 2025.


Como vocês sabem, sou perita na arte de fazer planos que não sou capaz de cumprir. Porém, mesmo já imaginando que provavelmente terei dificuldades de levar tal ideia adiante, ao menos uma tentativa de (sob muitas aspas) "planejamento" de leituras a serem feitas ao longo do ano é algo importante para mim. Acredito que isso me oferece um bom ponto de partida. 

Gosto também de tentar sempre estabelecer uma meta anual de livros para ler - geralmente, 25 livros, uma média de pouco mais de dois por mês. Então, dentre esses 25, estariam os doze livros elencados aqui, que seriam os prioritários, e mais outros treze que surgiriam ao longo do ano. 

Acho interessante, ainda, manter um registro escrito das coisas que li, em um caderno ou em um blog (como, aliás, em tese, é o objetivo deste). Creio que consigo apreender melhor as informações do que leio quando escrevo. No ano passado, infelizmente, não fiz nada disso - nem lista de livros, nem meta de leitura, nem anotações - e li bem pouco. E os livros que li ficaram meio difusos na minha mente, pois não fiz registro escrito. 

Montando minha lista de 12 livros para ler em 2025, lembrei também que nunca concluí as listas dos anos anteriores, pois sempre surgiram outros livros no meio do caminho e os meus planos mudaram completamente. Sendo assim, a lista de 2025 terá vários livros não lidos da lista de 2023... Em 2024, como disse antes, não fiz lista. 

Para 2025, o principal critério que adotei foi elencar livros que já possuo nas minhas estantes, além, é claro, de serem obras que pretendo ler há tempos. Também só selecionei obras de ficção. Enfim, eis a famigerada lista. 



Doze livros para ler em 2025:

1. Ilusões perdidas, de Honoré de Balzac; 

2. O perfume, de Patrick Süskind;                            

3. Ardil-22, de Joseph Heller;      

4. The Buenos Aires Affair, de Manuel Puig;

5. MANIAC, de Benjamín Labatut;

6. Olhos d'água, de Conceição Evaristo;

7. O coração das trevas, de Joseph Conrad;

8. A zona de interesse, de Martin Amis;

9. A distância entre nós, de Thirty Umrigar;

10. O processo, de Franz Kafka;

11. O cerco, de Alejo Carpentier;

12. Daisy Jones & The Six: uma história de amor e música, de Taylor Jenkins Reid.