Muitos blogs e canais no YouTube sobre livros costumam divulgar no início de cada ano uma listagem com os livros que o blogueiro/booktuber pretende ler. Gosto dessa proposta e decidi adotá-la n'O Gato na Estante também. Como estamos na primeira quinzena de janeiro, ainda está em tempo de preparar uma lista do tipo.
A maior parte das pessoas elabora listas com dez ou doze livros, então optei aqui por uma dúzia de obras. Mas minha meta de leitura pessoal para 2021 é um pouco maior: ler 25 livros ao longo do ano. Acho que essa é uma meta possível para mim, considerando as minhas outras atividades semanais. Dá uma média de pouco mais de dois livros por mês, o que é bastante razoável se pararmos para pensar. Sei que há pessoas que leem muito mais, mas eu sou leeentaa e prefiro pensar em um projeto de leitura que eu seja capaz de cumprir satisfatoriamente.
Além disso, registro aqui que a ideia de metas/objetivos de leitura anuais - algo que, aliás, está presente em projetos de pesquisa - é uma forma de ajudar a me organizar melhor como leitora, como estudante e como pesquisadora, nada tem a ver com uma perspectiva empresarial/mercadológica. Isto é, não quero ficar "batendo metas", ler simplesmente para atingir um número "x" de livros lidos. Desejo ler de forma prazerosa, sem pressa e aproveitando o máximo de cada obra.
Pois bem, para elaborar essa lista especificamente, pensei em doze títulos que queria ler há muito tempo e que já possuo aqui nas estantes. São todas obras literárias, quase todas em prosa, a maioria romances e que nunca li antes. Quero ler algumas outras coisas, especialmente relacionadas à música, mas como são obras biográficas e jornalísticas, não as incluí nessa lista. Também não incluí obras historiográficas, com as quais lido mais diretamente, e nem livros que pretendo reler.
E nada de estímulo ao consumismo: vamos tratar de ler livros que já temos, dando-lhes um destino muito mais interessante do que ficar simplesmente acumulando poeira nas estantes, certo? E, sim, eu sou bem arcaica e prefiro o livro em papel, formato físico.
Sem mais delongas, eis os doze escolhidos.
Doze livros para ler em 2021:
1) Emma, de Jane Austen;
2) Uma vida em segredo, de Autran Dourado;
3) Prece a uma aldeia perdida, de Ana Miranda;
4) Laços de família, de Clarice Lispector;
5) Dentro de mim faz sul seguido de Acto sanguíneo, de Ondjaki;
6) A manta do soldado, de Lídia Jorge;
7) Meu marido, de Livia Garcia-Roza;
8) O tigre branco, de Aravind Adiga;
9) A gloriosa família: o tempo dos flamengos, de Pepetela;
10) Os passos perdidos, de Alejo Carpentier;
11) Contos da Cantuária, de Geoffrey Chaucer;
12) Jane Eyre, de Charlotte Brontë.
Sobre a composição da lista, há nela seis mulheres e seis homens como autores. E, no que diz respeito às nacionalidades dos escritores, há quatro brasileiros (Ana Miranda, Autran Dourado, Clarice Lispector e Livia Garcia-Roza), três do Reino Unido (Jane Austen, Charlotte Brontë e Chaucer), dois angolanos (Pepetela e Ondjaki), um cubano (Carpentier), uma portuguesa (Lídia Jorge) e um indiano (Adiga). Estou lendo traduções das obras que são originalmente em inglês e espanhol.
Importante destacar que, apesar de eu os ter enumerado na lista acima, não defini uma ordem para ler os doze livros. Não há um livro para um mês específico, a ideia é que eu consiga ler esses doze títulos ao longo do ano, sem maior imposição de um prazo ou ordem definidos (ok, há um prazo geral de um ano, mas não há rigidez na condução das leituras). Essas doze obras serão contabilizadas na meta total de 25 livros do ano.
Então, mãos à obra! Será que consigo? Conforme as leituras forem acontecendo, pretendo fazer postagens sobre os livros no blog.
E convido a quem estiver lendo esse post que também participe do desafio e pense em doze livros para ler em 2021!

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